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Navigare necesse, vivere non est necesse
Pompeu

O mamífero humano, coma sua intrincada rede de relações afetivas, físicas e comerciais, reconstruiu a maneira tão singela e direta de viver do Homo antiquus. Defrontamo-nos hoje com uma nova Humanidade: dual, exigente, culta, simbólica, eclética e fugaz. Ela renovou-se e determina as tendências do mercado que se pulveriza em nichos cada vez mais especializados, cobrando de cada indivíduo um posicionamento pluricultural, com uma visão de realidade esgarçada, alinhada com uma nova era, uma nova sociedade, um novo mercado e novos paradigmas.

Parece-nos que a palavra de ordem seja reconstrução. Estimularmos o aprendizado contínuo, realizando upgrades diários: físicos, emocionais, mentais; aprendendo coisas novas todos os dias, incitando-se à mudança, ao desvelamento de crenças, a tolerância ao diferente, que cada vez mais, torna-se dominante.

Somos uma extraordinária espécie: corajosa, curiosa, inovadora, inventiva. Sem nenhum atributo morfológico competitivo, somos os grandes vencedores da corrida evolucionista, submetendo não apenas as outras espécies, mas o próprio planeta ao nosso modus vivendis.

Porém, o momento nos impele, inexoravelmente, à construção da nossa melhor versão. Não só porque o meio-ambiente evoca, estarrecido, diante do risco para a continuidade da vida, mas porque, sem dúvida, é muito mais divertido.

Revisar, hoje, nosso entendimento sobre o trabalho, saúde, sexualidade, casamento, alimentação, aprendizado, higiene e principalmente crenças, em nossa opinião, é necessário àqueles que desejam surfar a onda da contemporaneidade.

E rever, amanhã, bem cedinho, nossos paradigmas sobre esses e outros temas, pois imersos que estamos na Era da democratização do conhecimento, as verdades mudam, como trocamos de roupa.

Parafraseando Pompeu, general romano, aprender continuamente é preciso, viver não é preciso.


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