• PorJoris Marengo
  • Publicao:nov 25, 2019
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MEDITAÇÃO: O ÓCIO CONTEMPLATIVO – PARTE 1 – GENIALIDADE

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Genialidade-Menor-300x165 MEDITAÇÃO: O ÓCIO CONTEMPLATIVO - PARTE 1 - GENIALIDADE

Genialidade

Compulsiva, a mente, por seu tráfego incessante e ruidoso, não nos permite ver além dela, da mesma forma que não podemos ver a areia do mar sob nossos pés, quando as águas estão muito mexidas.

A terra existe há 4 bilhões e meio de anos; desses, os nossos ancestrais mais remotos começaram a povoá-la há “somente” 4 milhões de anos. É bem pouco tempo, se mensurarmos o período total da vida do planeta. O Homo Sapiens habita o mundo há menos de duzentos mil anos. Neste curto espaço temporal, saltamos de apenas mais uma espécie, nem tão bem equipada fisicamente para a competitiva luta pela sobrevivência na natureza, ao topo da cadeia alimentar, devido aos nossos extraordinários atributos cognitivos. Somos temidos por todas as outras espécies e não tememos ninguém, apenas a nós mesmos.

O nosso impressionante poder adaptativo, adicionado a uma inventividade sem limites, não só geraram um mundo sofisticado, de confortos e comodidades, como também a capacidade de viver em lugares inóspitos, desde os 50ºC negativos da Antártica aos 50ºC positivos do Saara, e realizar um pequeno salto para o homem, mas grande para a Humanidade, como ir à Lua.

Estamos tão acostumados com a tecnologia que não percebemos os verdadeiros milagres gerados diariamente. Só para exemplificar, imagine um grupo de macacos reunidos para montar um simples rádio de pilhas. Lendo e relacionando as peças e, depois, fazendo-o funcionar. Não conseguimos conceber que aqueles bichos peludos, de testa achatada e mãos parecendo pés e vice-versa, seriam capazes de tal feito. Não são, mesmo. E notem que a diferença entre nós e um chimpanzé é de apenas um cromossomo!

Outro exemplo é a genialidade da criação da 9ª sinfonia de Beethoven. Ela é ainda mais extraordinária porque quem a criou estava surdo. Ou o refinamento da teoria da relatividade, hoje, nem tão teórica assim. É um luxo! Nosso talento quase nos suplanta. Às vezes, podemos imaginar seres extraterrestres observando os frutos da nossa criatividade, com uma expressão (seja qual for a cara que eles tenham) de espanto. Teriam de aceitar que simples mamíferos, impregnados ainda de tanta instintividade (embora tentemos mantê-la guardada numa caixa, isto é, numa cueca), pelados, com apenas alguns tufos de cabelos no alto da cabeça, embaixo dos braços e na região pubiana, foram capazes de criar algo tão refinado como o cinema, a poesia, a música, o existencialismo e a espiritualidade.

(Continua na próxima semana)


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