• Porbarbara julian
  • Publicao:jan 20, 2014
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US$ 100 bilhões em prejuízos anuais – Método DeROSE nas Empresas – parte II

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Extraído do livro Método DeROSE nas Empresas

O custo do trabalho

Primatas humanos desajustados ao ambiente de trabalho, ficam infelizes e adoecem. A revista Fortune, na sua edição de 1982, identificava, já naquela época, uma progressiva redução da taxa média de lucratividade, à medida que aumentava a taxa de custos com assistência médica entre as quinhentas maiores empresas do mundo. E as projeções futuras eram que, em cinco anos, os custos médios seriam iguais aos lucros, e depois deste ponto, excederiam os lucros.

 Não se tem conhecimento de algum chimpanzé ou gorila com Lesão por Esforço Repetitivo (L.E.R.), também conhecida como Distúrbio Osteo-muscular Relacionado ao Trabalho (D.O.R.T). Esta é uma doença humana moderna, originada da sistematização do trabalho e que aflige milhões de indivíduos em todo o mundo.

 Desde 1981, lesões por esforço repetitivo já eram as campeãs como principais causas de afastamentos do trabalho nos EUA. Na época, o National Council of Compensation avaliou que um único tratamento de coluna custa apro­xima­da­mente US$ 24.000, e um tratamento de um caso de síndrome do túnel do carpo custa US$ 29.000.

 Em 1995, 56% dos casos de doenças ocupacionais nos Estados Unidos foram por L.E.R. Em 1992, elas atingiram 282 mil casos, representando um custo de US$ 7 bilhões em perda de produtividade e serviços médicos.

 Cerca de 2 mil processos de indenização tramitam nos tribunais norte-americanos, motivados por L.E.R. A estimativa prevê que as empresas acionadas devam gastar US$ 20 bilhões.

 Em 1992, ela foi responsável por 63% dos casos de afastamento do trabalho nos Estados Unidos e chegou a ocupar o segundo lugar no número de cirurgias de reparação. Apenas com a perda de produtividade e com serviços médicos, os custos chegaram a 7 bilhões de dólares. Além disso, 20 bilhões de dólares foram gastos pelas empresas com ações e indenizações.

Entre as sugestões, existem aquelas que são sempre mencionadas, e, portanto, devem ser adotadas.

 Em 1977, no Japão, uma pesquisa mostrou que profissionais da área de montagem das grandes indústrias japonesas apresentavam de duas a cinco vezes mais problemas nas costas, coluna, braços e mãos do que trabalhadores de outras seções.

 Estão entre os seus alvos preferidos: executivos, escritores, artistas plásticos, motoristas, bancários, telefonistas, esportistas, músicos e operadores de máquinas.

As vítimas em geral são jovens com idade entre 25 e 35 anos, que, no auge da produtividade, precisam ser afastados para tratamento médico. A duração do tratamento, em média, é de onze meses e, em casos mais graves, pode até ser bem mais longa.

 Estes dados explicam porque as corporações têm investido cada vez mais em prevenção, inserindo programas que tragam mais qualidade de vida aos seus executivos, gerentes e colaboradores.

As empresas previnem-se

 Em função dos altos custos (perto de US$ 100 bilhões por ano) prove­nientes da perda de produtividade, recuperações e indenizações por L.E.R., hipertensão arterial, stress, obesidade, estafa e tabagismo, dentre outros, o caminho seguido pela maioria das grandes empresas é a prevenção.

 Redução da sobrecarga muscular, do ritmo de trabalho, da exigência de tem­po, diversificação de tarefas, ajustamento de equipa­mentos, mobiliários e ferramentas são algumas das medidas tomadas que vêm conferindo bons resultados.

 Além dessas, outra medida fundamental na prevenção das chamadas doenças ocupacionais, é a implementação de programas de qualidade de vida, buscando aumento da motivação, prevenção e produtividade, incluindo cuidados com o corpo tais como as ferramentas oferecidas pelo sistema DeRose.

 Programas como o Método DeRose nas Empresas desempenham, cada vez mais, um papel decisivo na manutenção da saúde dos executivos, gerentes e operacionais.

 Segundo a revista Proteção (outubro/95), pouco a pouco, empresas sediadas no Brasil tais como a Shell, Ioshpe Maxion, DuPont, Merrel Lepetit e Ishibrás, vêm descobrindo as vantagens que a aplicação de técnicas corporais, como as apresentadas aqui, podem trazer bem-estar orgânico e mental para seus executivos e colaboradores. Segundo a mesma revista, um exemplo das vantagens que um projeto como esse pode trazer é dado pela empresa Selenium, fabricante de alto-falantes, localizada no município gaúcho de Santa Rita, com 250 funcionários. O programa, composto de duas sessões diárias de 10 minutos, foi implantado em 1995 na área de montagem, setor onde se verificava o maior número de pessoas com L.E.R.

 A matéria menciona que, a partir desta implantação, pôde-se constatar uma diminui­ção de aproximadamente 80% das chamadas lesões por esforço repetitivo e carga demasiada. “Praticamente não há comunicação de acidente de trabalho (CAT) por doença profissional a partir da aplicação do programa”, segundo a gerente de Relações Industriais da Selenium. Ainda, segundo a mesma matéria, estes modelos de atividade servem tanto para diminuir os riscos de lesões provocadas por trabalho repetitivo quanto pelos que exigem grande esforço.

(Continua na próxima semana)


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barbara julian